A Rovensa Next reforça suas capacidades globais de inovação com uma nova planta piloto de fermentação no Brasil.

Rovensa Next team at the Pilot Plant in Brazil.

Victor Sonzogno, Diretor do Brasil; Odacir Lameu, Coordenador de P&D; José Nolasco, Diretor Global de P&D em Bionutrição; e Johana Perez, Gerente Global de P&D, durante a inauguração da nova planta piloto de fermentação da Rovensa Next no Brasil.

Rovensa Próximo, A [Nome da Empresa], líder global em biossoluções para a agricultura, inaugurou uma nova planta piloto de fermentação no Brasil, fortalecendo suas capacidades globais de P&D e ampliação de escala em biossoluções microbianas. A instalação cria uma etapa intermediária entre a pesquisa laboratorial e a produção industrial em larga escala, reduzindo os riscos de desenvolvimento e acelerando o lançamento de novos bioinsumos.

Agora em plena operação, após sua conclusão em julho de 2025, a planta piloto apoia projetos de desenvolvimento de produtos para o Brasil e mercados internacionais, e desempenha um papel central no pipeline de inovação da Rovensa Next, particularmente para processos microbianos complexos que exigem controle preciso em escala.

Localizada no complexo de fermentação industrial de Monte Mor, a unidade trabalha em estreita colaboração com o Centro Global de Pesquisa e Inovação em Biossoluções da empresa, em Hortolândia, onde equipes realizam pesquisas com microrganismos, fermentação em escala laboratorial e desenvolvimento de formulações para biossoluções agrícolas.

Juntos, os dois locais formam um único ecossistema no Brasil que apoia a inovação microbiana desde a pesquisa inicial até a escala industrial, impulsionando a criação de biossoluções de próxima geração baseadas em microrganismos para mercados globais.

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ESCALONAMENTO DE PROCESSOS MICROBIANOS COM PRECISÃO INDUSTRIAL

A planta piloto opera utilizando as mesmas instalações da unidade de produção da Monte Mor. Ela oferece um volume útil de 100 litros e uma capacidade de 150 litros, aumentando o volume relevante de fermentação em até 20 vezes em comparação com os sistemas de laboratório.

Até agora, os microrganismos eram transferidos diretamente de biorreatores de laboratório de até sete litros para tanques industriais com mais de 3.000 litros. O novo biorreator piloto, com geometria equivalente à industrial, permite que as equipes de P&D simulem as condições de produção com muito mais precisão.

“Esta instalação representa um verdadeiro ponto de virada na forma como passamos da pesquisa para a produção industrial”, disse Johana Perez, Gerente Global de P&D da Rovensa Next. “Agora temos um controle muito mais rigoroso sobre as formulações, os parâmetros de cultivo e as estratégias de produção em escalas representativas, o que nos permite validar novos bioinsumos com mais rapidez e maior confiança.”

TECNOLOGIA PROJETADA PARA REPRODUZIR A PRODUÇÃO INDUSTRIAL

O biorreator está equipado com sistemas avançados de monitoramento e controle de pH, oxigênio, temperatura, espuma e pressão. A equipe industrial esteve diretamente envolvida em seu projeto e personalização, garantindo que os equipamentos, sensores e procedimentos de esterilização correspondessem aos utilizados na fábrica.

Os bioprocessos microbianos não escalam linearmente. À medida que os volumes aumentam, parâmetros como transferência de oxigênio, disponibilidade de nutrientes e produtividade podem mudar, afetando diretamente o rendimento e o desempenho. A escala piloto permite que esses parâmetros sejam ajustados e validados em condições que reproduzem fielmente as operações industriais.

Para José Nolasco, Diretor Global de P&D em Bionutrição, o momento é crucial. “A demanda global por alimentos saudáveis está crescendo rapidamente, enquanto a agricultura enfrenta crescentes restrições climáticas e de sustentabilidade”, afirmou. “As tecnologias desenvolvidas no Brasil desempenharão um papel fundamental no fornecimento da próxima geração de biossoluções.”

O sistema também permite que as equipes validem cronogramas de fermentação, avaliem insumos relevantes para o setor e estimem custos operacionais antecipadamente, reduzindo riscos e desperdícios antes da produção em larga escala. Além de aprimorar a qualidade dos dados, a instalação piloto adiciona flexibilidade ao processo de P&D e foi comissionada após rigorosos testes de esterilidade, vedação e fermentação, garantindo a prontidão para trabalhos avançados de desenvolvimento.

PREPARANDO-SE PARA A PRÓXIMA GERAÇÃO DE BIOSSOLUÇÕES

A planta de fermentação apoia o desenvolvimento e a ampliação de novas biossoluções à base de microrganismos, bem como daquelas que já fazem parte do portfólio da Rovensa Next. Isso inclui produtos que melhoram a eficiência do uso de nutrientes, promovem a tolerância ao estresse abiótico e possibilitam aplicações de biocontrole, áreas em que as soluções biológicas complementam ou substituem cada vez mais os insumos convencionais.

As soluções atuais incluem o Phos'Up, que melhora a disponibilidade de fósforo no solo, e o Azzofix, um tratamento microbiano de sementes que aumenta a eficiência do uso de nitrogênio nas culturas. O portfólio também inclui o Wiibio, um biofertilizante à base de Bacillus focado na regeneração do solo, e o Biimore, um bioestimulante desenvolvido para oferecer alto desempenho em doses ultrabaixas durante estágios-chave do desenvolvimento da cultura.

Levar essas novas soluções do laboratório para a produção industrial geralmente exige condições específicas que diferem daquelas utilizadas para os produtos existentes. Para atender a essa necessidade, a planta piloto foi projetada para evoluir, com equipamentos futuros como centrífugas, filtros e secadores por pulverização, visando uma ampliação de escala eficiente e uma implantação mais rápida.

“Internamente, isso nos proporciona mais eficiência, qualidade e agilidade em todos os nossos processos”, disse Odacir Lameu, coordenador de P&D e chefe da planta piloto. “Para os produtores, significa respostas mais rápidas e confiáveis às suas necessidades de bioinsumos inovadores”, acrescentou.

Em última análise, a planta piloto reforça as capacidades de P&D e inovação da Rovensa Next. Ao conectar a ciência laboratorial com a produção industrial, ela acelera os ciclos de inovação e apoia o fornecimento de biossoluções de alta qualidade em escala, contribuindo para uma agricultura mais sustentável.