FAO: Preços dos alimentos 40% mais altos até 2019
PARIS — De acordo com o Perspectivas Agrícolas OCDE-FAO 2010-2019, os preços dos alimentos podem subir até 40% devido à crescente demanda nos mercados emergentes, aos custos mais altos previstos de insumos relacionados à energia e à maior produção de biocombustíveis. Preparado em conjunto pela Organização para a Cooperação Econômica e
Desenvolvimento (OCDE) e as Nações Unidas (UN) Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o relatório abrange biocombustíveis, cereais, sementes oleaginosas, açúcar, carnes e laticínios de 2010 a 2019.
O relatório projeta um aumento médio nos preços do trigo e dos grãos secundários de 15% para 40%; os preços reais dos óleos vegetais mais de 40%; e os preços dos laticínios, uma alta média de 16% para 45%. As commodities agrícolas utilizadas na produção de etanol e biodiesel (óleo vegetal, grãos secundários, milho, beterraba, trigo e cana-de-açúcar) devem apresentar forte aumento.
No entanto, a produção agrícola global deverá atender ao aumento de 70% na produção mundial de alimentos, que será necessário para alimentar a população estimada de 9 bilhões de pessoas em 2050. O crescimento deverá ser liderado pela Europa Oriental, partes da Ásia e América Latina — particularmente o Brasil, com a produção agrícola prevista para aumentar mais de 40% naquele país até 2019. O crescimento da produção de mais de 20% é esperado na China, Índia, Federação Russa e Ucrânia.