Decisão judicial pode bloquear benefícios da edição do genoma na Europa

Em resposta à decisão de hoje do Tribunal de Justiça da UE sobre organismos obtidos por mutagênese (Processo C-528/16), o Secretário-Geral da EuropaBio, John Brennan, destacou as preocupações da indústria com a decisão. Ele alertou que, na ausência de maior clareza jurídica nessa área, a Europa poderá perder benefícios significativos de certas aplicações de edição genômica.

“Além de proporcionar benefícios ao consumidor e ao meio ambiente, como nutrição aprimorada, saúde aprimorada ou uma economia mais circular, as inovações possibilitadas pela edição do genoma prometem enormemente manter a Europa na vanguarda do desenvolvimento socioeconômico, continuando a gerar empregos e crescimento na UE”, afirmou. “Infelizmente, esta decisão judicial, que é inconsistente com o Parecer do Advogado-Geral publicado em janeiro, não proporciona a clareza regulatória necessária aos pesquisadores, acadêmicos e inovadores da UE.”

Após mais de 10 anos de discussão, esperava-se que esta decisão proporcionasse a segurança jurídica e a previsibilidade necessárias para que pesquisadores públicos e privados da UE encontrassem soluções para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Em comentários adicionais, Brennan observou: “A confiança pública e a tomada de decisões com base científica são importantes para garantir que a edição do genoma possa proporcionar as soluções necessárias. Olhando para o futuro, a EuropaBio acredita que o próximo passo, para a UE e os seus Estados-Membros, é envolver os cidadãos num diálogo inclusivo e baseado em factos sobre o que é a edição do genoma e para que será ou não utilizada. Será importante desenvolver o conhecimento, desenvolver a compreensão e implementar abordagens políticas proporcionais ao risco, permitindo que a inovação, que já está a ocorrer noutras partes do mundo, também beneficie a sociedade, a economia e o ambiente da UE.”

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