Descoberta revolucionária: Coronatina e o ponto de partida da imunidade sistêmica em plantas
Com base na descoberta da Nature Plants sobre o novo papel do jasmonato na imunidade vegetal.
Introdução: Um sinal há muito subestimado está agora sendo reexaminado
Durante décadas, o jasmonato (JA) foi considerado um hormônio vegetal envolvido principalmente em respostas à herbivoria e a danos mecânicos, enquanto a resistência sistêmica adquirida (RSA) foi atribuída à via do ácido salicílico (AS). No entanto, pesquisas recentes questionam essa divisão.
Em 6 de janeiro de 2026, a revista Nature Plants publicou um estudo do Professor Murray Grant, da Universidade de Warwick, que revelou o papel crucial da sinalização do jasmonato na iniciação da SAR (Resposta Seletiva Ativa). Essa descoberta não apenas expande a função biológica do jasmonato, como também estabelece as bases para o uso de análogos de jasmonato de alta potência, como a coronatina (COR), na ativação do sistema imunológico vegetal.
Como parte da linha principal de produtos da Chengdu Newsun Crop Science Co., Ltd., a coronatina demonstrou um potencial significativo na ativação imunológica e na defesa contra patógenos, o que justifica sua crescente aplicação na agricultura global.
O novo papel do jasmonato: o "tiro de partida" da imunidade sistêmica.
O estudo utilizou o sistema repórter JISS1:LUC para rastrear a geração e propagação do sinal SAR após a imunidade desencadeada por efetores (ETI). As principais conclusões incluem:
- Propagação rápida do sinal: os sinais SAR se propagam em 30 minutos da folha infectada para as folhas vizinhas não infectadas, cerca de 3 horas após a ETI.
- Sinal precede fenótipo: Os sinais SAR apareceram antes da resposta hipersensível (HR) visível, indicando ativação imune precoce.
A análise genética mostrou:
- Independente das vias SAR clássicas: Os sinais SAR iniciais não foram afetados por reguladores SAR clássicos como o NPR1, sugerindo uma via separada.
- Dependente de Jasmonato: O sinal estava ausente em mutantes de jasmonato, mas foi restaurado com jasmonato ou coronatina (COR) exógenos.
Este estudo redefine o jasmonato como um fator chave na iniciação da SAR (reação adversa sistêmica), desafiando a ideia de que o jasmonato é um modulador a jusante e destacando seu papel no desencadeamento da imunidade sistêmica.
Do Jasmonato à Coronatina: O Papel Natural de um Análogo de Alta Atividade
A sinalização do jasmonato é mediada pelo sistema de correceptores COI1–JAZ, onde o JA-Ile ou seus análogos se ligam ao COI1–JAZ, desencadeando a degradação do JAZ e ativando a expressão gênica dependente de JA. Coronatina (COR), um análogo do jasmonato bem estudado, demonstrou:
- Ligam-se ao COI1–JAZ com alta afinidade, competindo com o JA-Ile pelos sítios receptores;
- Aprimorar a sinalização do jasmonato nos níveis transcriptômico e fisiológico:
- Exposição 100 a 10.000 vezes maior bioatividade do que o jasmonato natural.
Embora a coronatina tenha sido explorada anteriormente em interações patógeno-planta, descobertas recentes em Plantas da Natureza Reformule-o como uma molécula poderosa capaz de iniciar a imunidade sistêmica das plantas, além de ser apenas um análogo do jasmonato.
Da teoria à prática: o papel da coronatina em ensaios de campo.
Se o papel teórico da sinalização do jasmonato na imunidade sistêmica se confirmar, surge a próxima questão crucial:Será possível validar esse mecanismo em contextos agrícolas reais?
Ensaios de campo avaliando coronatina (COR) Foram realizados testes em diversas regiões, e os resultados confirmam sua eficácia na defesa contra patógenos e na ativação do sistema imunológico em diferentes culturas.
Resultados dos testes de campo na China
Um estudo conduzido pela Universidade Agrícola da China demonstrou que a coronatina pode aumentar a resistência do milho à podridão do colmo. Utilizando a variedade de milho suscetível “Zhengdan 958”, diferentes concentrações de coronatina (1, 10 e 50 μg/mL) foram aplicadas, seguidas de inoculação artificial com Fusarium graminearum. Os resultados mostraram que 10 μg/mL foi a concentração ideal, reduzindo significativamente os sintomas da doença e inibindo a disseminação do patógeno. Essa resistência foi atribuída a múltiplas ações sinérgicas: a coronatina aumentou a atividade de enzimas antioxidantes e de defesa, reduziu a peroxidação lipídica da membrana e induziu o fechamento estomático enquanto acumulava H+.2O2, Consequentemente, aprimorando a defesa fisiológica da planta. Além disso, a coronatina ativou a sinalização do jasmonato e regulou a expressão de vários genes-chave envolvidos nas vias de resistência a doenças.

Figura 1. Dados fenotípicos relacionados à resistência da coronatina (COR) à podridão do colmo do milho.
- Quantificação do comprimento da lesão no caule da planta mostrada no painel B;
- Fenótipo da podridão do colmo do milho após inoculação de Fusarium graminearum na variedade de milho Zhengdan 958 tratada com COR e CK (controle);
- Concentrações de hormônios vegetais em plantas de milho;
- Resultados da coloração GMS e PAS de tecidos do caule do milho infectados, da esquerda para a direita:
Resultados dos testes de campo no Brasil (realizados em colaboração com a New Sun)
Nas principais regiões produtoras de soja do Brasil, ensaios de campo confirmaram ainda mais a eficácia da coronatina no controle de doenças. Conduzidos na Estação Experimental Juliagro, em Uberlândia, MG, os ensaios avaliaram os efeitos da coronatina em combinação com fungicidas convencionais, bem como seu impacto isolado na prevenção de doenças da soja e na resistência ao estresse ambiental.
Os resultados mostraram que as plantas tratadas com coronatina apresentaram uma redução de 10% na queda de folhas causada pela mancha-alvo durante toda a estação de crescimento, demonstrando um controle significativo da doença. Além disso, observações iniciais indicaram que a coronatina também teve um efeito inibitório sobre as populações de nematoides do solo, sugerindo seu potencial papel no manejo integrado de pragas. Quando combinado com fungicidas, o tratamento com coronatina aumentou ainda mais a produtividade da soja em uma média de 4,1 sacas por hectare, destacando seu potencial para melhorar a estabilidade da produção e, ao mesmo tempo, aumentar a resistência a doenças.
Essas descobertas comprovam que a coronatina, baseada na sinalização do jasmonato, não apenas se mostra promissora como um mecanismo de ativação imunológica, mas também possui aplicabilidade prática substancial em contextos agrícolas reais.

Figura 2. Desempenho da coronatina (COR) na resistência a doenças em soja no Brasil.
Coronatina: Um Novo Amanhecer para a Imunidade Sistêmica das Plantas
O estudo publicado na Nature Plants, ao redefinir o papel do jasmonato na imunidade sistêmica, posiciona a coronatina como uma ferramenta poderosa na defesa vegetal. Como um análogo de alta atividade do jasmonato, a capacidade da coronatina de ativar respostas imunes representa um avanço significativo para as tecnologias de proteção de plantas.
Quando a imunidade sistêmica deixa de ser apenas uma “resposta” e passa a ser um processo que pode ser acionado proativamente e controlado com precisão, a proteção de plantas está prestes a migrar de uma abordagem reativa para uma abordagem mais ativa, sistêmica e personalizável. Para a Chengdu Newsun, a Coronatina (COR) se destaca como um produto fundamental, oferecendo uma solução cientificamente comprovada que une pesquisa de ponta a aplicações agrícolas práticas.
