{"id":133989,"date":"2023-05-01T09:37:35","date_gmt":"2023-05-01T13:37:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agribusinessglobal.com\/?p=133989"},"modified":"2026-03-03T10:32:15","modified_gmt":"2026-03-03T15:32:15","slug":"seed-market-and-crop-production-development-in-latin-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.agribusinessglobal.com\/pt\/markets\/americas\/seed-market-and-crop-production-development-in-latin-america\/","title":{"rendered":"Mercado de Sementes e Desenvolvimento da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><em>Este artigo descrever\u00e1 o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e do mercado de sementes comercializadas na Am\u00e9rica Latina, com foco no mercado l\u00edder na regi\u00e3o, o Brasil, examinando a situa\u00e7\u00e3o atual, bem como as principais tend\u00eancias futuras esperadas para influenciar o desenvolvimento do mercado nos pr\u00f3ximos anos. A discuss\u00e3o da din\u00e2mica atual do mercado \u00e9 importante ao considerar o potencial para os principais impulsionadores do crescimento futuro.<\/em><\/p>\n<h3><strong>Vis\u00e3o geral do mercado de sementes da Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/h3>\n<p>Em termos de valor, a Am\u00e9rica Latina est\u00e1 em terceiro lugar, atr\u00e1s da Am\u00e9rica do Norte e da \u00c1sia, representando 20,1% do mercado total de sementes comercializadas em 2021. Enquanto a Am\u00e9rica Latina vem fechando a lacuna de valor com a \u00c1sia na \u00faltima d\u00e9cada, a lacuna de valor com a Am\u00e9rica do Norte permaneceu relativamente est\u00e1tica. A agricultura norte-americana \u00e9 significativamente tecnificada, utilizando altas taxas de tecnologia de sementes geneticamente modificadas (GM), resultando em alto valor de mercado. A utiliza\u00e7\u00e3o de GM na \u00c1sia est\u00e1 atualmente confinada ao algod\u00e3o e pequenas \u00e1reas de milho, enquanto na Am\u00e9rica Latina a maioria das \u00e1reas de soja, milho e algod\u00e3o s\u00e3o plantadas com variedades GM. Al\u00e9m disso, a Am\u00e9rica Latina viu a expans\u00e3o de sua \u00e1rea ar\u00e1vel, principalmente como resultado do desenvolvimento no Brasil, permitindo que a lacuna de valor para a \u00c1sia diminu\u00edsse.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, os principais mercados de pa\u00edses s\u00e3o Brasil, Argentina e M\u00e9xico, ap\u00f3s os quais o valor de cada mercado de pa\u00eds cai rapidamente. O Brasil \u00e9 o l\u00edder claro no mercado latino-americano, representando quase 63% do valor da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar da soja ser cultivada em uma \u00e1rea maior, o milho \u00e9 o setor de sementes mais valioso, devido aos seus altos \u00edndices de tecnifica\u00e7\u00e3o (utiliza\u00e7\u00e3o de mais caracter\u00edsticas geneticamente modificadas) e ao baixo impacto das sementes guardadas pelos agricultores. Soja e milho s\u00e3o os \u00fanicos dois setores de sementes da Am\u00e9rica Latina que atualmente valem mais de 1,4 trilh\u00e3o de rupias, no n\u00edvel de pre\u00e7o de f\u00e1brica, sendo que o Brasil responde por 841,3 trilh\u00f5es e 52,61 trilh\u00f5es de rupias, respectivamente, do valor regional dessas culturas.<\/p>\n<p>Conforme dito anteriormente, o Brasil \u00e9 o maior mercado da Am\u00e9rica Latina, com $5.308 milh\u00f5es em 2021, representando 62,8% do valor total da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do Brasil no mercado global mais amplo \u00e9 menos dominante em termos de valor. O Brasil \u00e9 o segundo mercado de sementes de soja mais valioso, depois dos Estados Unidos (EUA), o terceiro mercado de sementes de milho mais valioso, depois dos EUA e da China, e o terceiro mercado de sementes de algod\u00e3o mais valioso, atr\u00e1s dos EUA e da \u00cdndia. Na soja, apesar de plantar uma \u00e1rea maior do que os EUA, o alto pre\u00e7o da semente de soja dos EUA resultou em um valor de mercado maior do que o do Brasil.<\/p>\n<h3><strong>Tecnologia de sementes GM<\/strong><\/h3>\n<p>O Brasil adotou a tecnologia GM pela primeira vez em 2003 por meio da comercializa\u00e7\u00e3o de soja GM, seguida em 2006 pelo algod\u00e3o GM e finalmente em 2008 pelo milho GM. O Brasil adotou a tecnologia GM relativamente tarde em cada safra, com os EUA e a Argentina comercializando tecnologias GM at\u00e9 10 anos antes do lan\u00e7amento no Brasil.<\/p>\n<p>Na soja, quatro tecnologias GM principais s\u00e3o cultivadas, Roundup Ready, Intacta RR2 Pro, Intacta 2 Xtend e Conkesta E3. O Brasil planta a maior \u00e1rea do mundo de soja protegida contra insetos, tendo adotado o Intacta RR2 Pro da Monsanto (agora Bayer), que fornece resist\u00eancia a pragas selecionadas de insetos lepid\u00f3pteros e toler\u00e2ncia ao glifosato, em 2012. O Intacta RR2 Pro cresceu e se tornou a tecnologia dominante no Brasil, atingindo at\u00e9 82% da \u00e1rea total de soja comercializada no Brasil em 2020. A Bayer lan\u00e7ou a segunda gera\u00e7\u00e3o da tecnologia na temporada 2021\/22 por meio da comercializa\u00e7\u00e3o do Intacta 2 Xtend, adicionando modos de a\u00e7\u00e3o adicionais para controle de insetos lepid\u00f3pteros e toler\u00e2ncia ao dicamba. Espera-se que o Intacta 2 Xtend tenha sido implantado em at\u00e9 320.000 hectares no Brasil em seu primeiro ano de comercializa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m em 2021\/22, a Corteva lan\u00e7ou sua soja Conkesta E3 que possui resist\u00eancia a pragas selecionadas de insetos lepid\u00f3pteros, bem como toler\u00e2ncia aos herbicidas 2,4-D, glifosato e glufosinato. Em 2022, a taxa de ado\u00e7\u00e3o da soja GM atingiu 99% da \u00e1rea total de soja, agregando ainda mais valor ao setor de sementes de soja do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A tecnologia do milho GM \u00e9 mais diversificada do que na soja, com muitas combina\u00e7\u00f5es de caracter\u00edsticas de resist\u00eancia a insetos e tecnologias tolerantes a herbicidas, resultando em um maior n\u00famero de produtos de sementes dispon\u00edveis para cultivo. Os principais produtos de sementes de milho incluem o PowerCore da Corteva, o VTProMax da Bayer e o Agrisure Viptera 3 da Syngenta. Na temporada 2021\/22, a Bayer lan\u00e7ou uma nova tecnologia para o controle de pragas de insetos cole\u00f3pteros na forma de VTPro4, um produto de semente que utiliza interfer\u00eancia de \u00e1cido ribonucleico (RNAi) como outro modo de a\u00e7\u00e3o para controlar pragas de insetos cole\u00f3pteros. O RNAi \u00e9 um m\u00e9todo de silenciamento de genes p\u00f3s-transcricional e \u00e9 uma maneira fundamentalmente diferente de controlar pragas de insetos em compara\u00e7\u00e3o com o anteriormente comercializado\u00a0<em>Bt<\/em>-based solutions. Estima-se que o VTPro4 foi plantado em 202.000 hectares em seu primeiro ano de comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conforme dito anteriormente, a ado\u00e7\u00e3o inicial da tecnologia de milho GM no Brasil ocorreu 10 anos atr\u00e1s dos EUA e da Argentina, no entanto, a ado\u00e7\u00e3o aumentou acentuadamente desde ent\u00e3o. No entanto, foi apenas na temporada 2021\/22 que as taxas de ado\u00e7\u00e3o subiram para o n\u00edvel de 95%, saltando de 88% no ano anterior, e agregando valor significativo ao setor brasileiro de sementes de milho.<\/p>\n<p>A \u00e1rea brasileira de algod\u00e3o GM mais que dobrou desde 2016, impulsionada pela expans\u00e3o total da \u00e1rea de algod\u00e3o no pa\u00eds, bem como pelas taxas crescentes de utiliza\u00e7\u00e3o de GM. Os principais produtos de sementes de algod\u00e3o incluem Bollgard II Roundup Ready Flex e Glytol LibertyLink TwinLink, pois ambos os produtos fornecem resist\u00eancia a pragas selecionadas de insetos lepid\u00f3pteros e toler\u00e2ncia ao glifosato, enquanto o Glytol LibertyLink TwinLink tamb\u00e9m inclui toler\u00e2ncia ao glufosinato. Assim como no milho e na soja, a utiliza\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o GM teve um aumento na temporada 2021\/22, aumentando em nove pontos percentuais para formar 99% da \u00e1rea total de algod\u00e3o brasileira.<\/p>\n<h3><strong>Motoristas do mercado de sementes<\/strong><\/h3>\n<p>Assim como a maioria das \u00e1reas de sementes comercializadas no mundo, as \u00e1reas no Brasil s\u00e3o influenciadas principalmente pela oferta e demanda de gr\u00e3os e sementes oleaginosas colhidas, clima e pre\u00e7os de commodities. A demanda por safras pode ser subdividida em utiliza\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica ou para exporta\u00e7\u00e3o. O Brasil se posicionou como um exportador-chave de milho e soja, com as exporta\u00e7\u00f5es se tornando cada vez mais um importante impulsionador da produ\u00e7\u00e3o de safras.<\/p>\n<p>A tabela abaixo mostra o balan\u00e7o de milho do Brasil nos \u00faltimos 10 anos. Durante esse per\u00edodo, os dados mostram que n\u00e3o apenas a \u00e1rea colhida de milho no Brasil aumentou, mas tamb\u00e9m o rendimento m\u00e9dio, levando ao aumento da produ\u00e7\u00e3o. O consumo dom\u00e9stico tamb\u00e9m aumentou durante esse per\u00edodo, com o uso de ra\u00e7\u00e3o crescendo em uma m\u00e9dia de 3,3% por ano e o uso de alimentos, sementes e industrial (FSI) crescendo em um CAGR de 3,7%.<\/p>\n<p>Nos sete anos de 2012 a 2019, os dois setores animais mais populosos do pa\u00eds, bovinos e su\u00ednos, cresceram a uma taxa m\u00e9dia anual de 0,21 TP3T e 0,61 TP3T, respectivamente por ano, aumentando a demanda por gr\u00e3os para ra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo de 7 anos, a popula\u00e7\u00e3o humana do Brasil aumentou para chegar a 211,8 milh\u00f5es de pessoas em 2019, o que levou a uma crescente demanda por gr\u00e3os. Isso foi agravado pelo aumento da utiliza\u00e7\u00e3o de milho como mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de bioetanol no Brasil.<\/p>\n<p>Embora o volume total de milho destinado aos setores de alimentos para animais e ra\u00e7\u00e3o animal tenha aumentado, a porcentagem da produ\u00e7\u00e3o nacional total que esses setores representam vem diminuindo ao longo desse per\u00edodo. Em 2012, o consumo interno representou 641 TP3T da produ\u00e7\u00e3o total de milho, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es corresponderam a apenas 311 TP3T. No entanto, desde 2012, o Brasil tem experimentado um aumento nas exporta\u00e7\u00f5es, em parte devido ao aumento da demanda por gr\u00e3os de pa\u00edses como a China, \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o do Brasil como uma fonte atrativa de gr\u00e3os e \u00e0s melhorias log\u00edsticas na infraestrutura brasileira. Em 2022, a porcentagem de milho consumida internamente caiu para 581 TP3T da produ\u00e7\u00e3o total, enquanto as importa\u00e7\u00f5es aumentaram para 401 TP3T.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es se tornaram um importante impulsionador da produ\u00e7\u00e3o brasileira de milho, n\u00e3o apenas o pa\u00eds aumentou a produ\u00e7\u00e3o para atender \u00e0 demanda de exporta\u00e7\u00e3o, mas o pa\u00eds melhorou sua infraestrutura para permitir que maiores volumes de gr\u00e3os cheguem aos portos de exporta\u00e7\u00e3o. Um bom exemplo disso \u00e9 a pavimenta\u00e7\u00e3o conclu\u00edda da BR163, uma rodovia importante que leva gr\u00e3os e oleaginosas colhidos do centro do pa\u00eds para portos fluviais no norte. A pavimenta\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda em 2019, permitindo que caminh\u00f5es naveguem pela rota com mais facilidade, especialmente em \u00e9pocas de chuva. No final de 2020, o governo brasileiro comprometeu mais $587 milh\u00f5es para melhorar a estrada.<\/p>\n<p>Como mostram os dados, os volumes de exporta\u00e7\u00e3o t\u00eam aumentado at\u00e9 o momento, e no atual ano comercial de 2022\/23 espera-se que o Brasil tenha exportado mais milho do que os EUA, uma situa\u00e7\u00e3o at\u00edpica, j\u00e1 que historicamente os EUA s\u00e3o o maior exportador de milho. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 explicada pela produ\u00e7\u00e3o de milho dos EUA em 2022 caindo em 8,9% (de uma \u00e1rea plantada menor), menores movimentos de gr\u00e3os embarcados para o Golfo do M\u00e9xico devido aos baixos n\u00edveis de \u00e1gua do Mississippi que afetaram as exporta\u00e7\u00f5es, forte produ\u00e7\u00e3o brasileira (+7,8%) e os chineses autorizando mais exportadores brasileiros de milho.<\/p>\n<p>Os fundamentos do desenvolvimento do setor brasileiro de soja refletem de perto a situa\u00e7\u00e3o do milho, com a \u00fanica grande diferen\u00e7a sendo que, na soja, os rendimentos permaneceram amplamente est\u00e1ticos nos \u00faltimos 10 anos. Uma quase duplica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea colhida \u00e9 um fator-chave na produ\u00e7\u00e3o aumentando de 82 milh\u00f5es de toneladas para 153 milh\u00f5es em 2022. Desde 2012, o consumo dom\u00e9stico aumentou a uma taxa m\u00e9dia anual de 4,1%, impulsionado pela demanda de esmagamento de soja do pa\u00eds. O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE) aprovou recentemente um aumento no mandato de mistura de biodiesel do pa\u00eds, por meio do qual o n\u00edvel m\u00ednimo de biodiesel que pode ser misturado \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do diesel do pa\u00eds aumentar\u00e1 de 10% (B10) para 12% (B12), com efeito a partir de abril de 2023. O CNPE tamb\u00e9m aprovou planos para aumentar gradualmente o mandato de mistura do Brasil em 1% a cada ano at\u00e9 que uma mistura B15 seja alcan\u00e7ada em abril de 2026, cuja implementa\u00e7\u00e3o aumentar\u00e1 a demanda por soja produzida internamente.<\/p>\n<p>Assim como no caso do milho, a propor\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o consumida internamente caiu na \u00faltima d\u00e9cada, declinando de 46% em 2012 para 37% em 2022. Por outro lado, as exporta\u00e7\u00f5es como porcentagem da produ\u00e7\u00e3o aumentaram de 51% para 61% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>No Brasil, a \u00e1rea de soja est\u00e1 atualmente prevista para aumentar em 4,9% para um recorde de 43,5 milh\u00f5es de hectares, impulsionada por altos pre\u00e7os de negocia\u00e7\u00e3o, boa lucratividade da produ\u00e7\u00e3o e um in\u00edcio precoce do per\u00edodo de plantio. Al\u00e9m disso, a demanda dom\u00e9stica dos produtores de biodiesel do pa\u00eds deve permanecer alta ap\u00f3s a extens\u00e3o do mandato B10, que, quando expirar, exigir\u00e1 que o pa\u00eds mude para uma mistura B12 a partir de abril de 2023.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de milho brasileira deve crescer em 2,1% para 22,0 milh\u00f5es de hectares, uma \u00e1rea recorde. Espera-se que a tend\u00eancia recente de uma propor\u00e7\u00e3o maior da \u00e1rea total de milho brasileira sendo cultivada na temporada de safrinha continue. Em 2022\/23, 77% da \u00e1rea total de milho deve ocorrer na temporada de safrinha. Os altos pre\u00e7os das safras e a forte demanda dos mercados dom\u00e9stico e internacional impulsionaram o crescimento da \u00e1rea de milho em 2023, embora o crescimento tenha sido contido pelos altos custos de insumos, resultando em alguns produtores brasileiros mudando para outras culturas, particularmente a soja. A demanda dom\u00e9stica est\u00e1 sendo impulsionada pelos setores de ra\u00e7\u00e3o e bioetanol do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na Argentina, apesar das previs\u00f5es iniciais descrevendo uma \u00e1rea maior de soja impulsionada por uma maior lucratividade prevista, principalmente devido aos menores custos de insumos da soja, os dados mais recentes mostram que a \u00e1rea deve cair em 0,6%. A \u00e1rea de milho do pa\u00eds deve cair em 1,9% para 10,4 milh\u00f5es de hectares (incluindo forragem). A \u00e1rea deve cair porque os produtores est\u00e3o sendo desincentivados a cultivar devido aos altos custos de insumos e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de crescimento em decl\u00ednio.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de girassol argentina deve aumentar em 15.0% para 2,3 milh\u00f5es de hectares, impulsionada pelo forte lucro da safra da temporada anterior e pelos altos pre\u00e7os atuais do girassol e do \u00f3leo de girassol. O girassol, na temporada atual, supostamente oferece a maior margem de lucro de qualquer cultura em linha na Argentina e provavelmente tirou alguma \u00e1rea do cultivo de soja e milho.<\/p>\n<p>O potencial aumento de valor do mercado de sementes da Am\u00e9rica Latina em 2023 est\u00e1 sendo impulsionado pelo forte desempenho no Brasil. A combina\u00e7\u00e3o de maiores \u00e1reas plantadas de milho e soja, combinada com maior uso de sementes de pre\u00e7os mais altos e o impacto positivo da troca de moeda em d\u00f3lares americanos, provavelmente resultar\u00e1 em aumentos de valor significativos. Na temporada 2022\/23, espera-se que as \u00e1reas de Intacta 2 Xtend aumentem de 320.000 hectares para 2,4 milh\u00f5es de hectares, impulsionando o aumento de valor. A mesma prolifera\u00e7\u00e3o na \u00e1rea implantada \u00e9 esperada para Conkesta E3. O crescimento positivo esperado no Brasil ser\u00e1 parcialmente compensado pelo fraco desempenho da Argentina. Estima-se que as \u00e1reas plantadas de milho e soja tenham diminu\u00eddo, tirando valor do mercado de sementes do pa\u00eds. A \u00e1rea de girassol da Argentina deve ter aumentado muito, mas n\u00e3o em um n\u00edvel necess\u00e1rio para substituir o valor perdido com \u00e1reas menores de milho e soja.<\/p>\n<h3><strong>Desenvolvimento futuro<\/strong><\/h3>\n<p>O desenvolvimento futuro do mercado de sementes do Brasil provavelmente depender\u00e1 da capacidade do pa\u00eds de manter ou aumentar suas exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas, impulsionando a demanda por produtos agr\u00edcolas brasileiros. Antes de 2022, o Brasil j\u00e1 era o principal exportador de soja e, em 2022, ultrapassou os EUA como o maior exportador de milho, embora essa situa\u00e7\u00e3o possa se inverter no curto prazo, dependendo do desenvolvimento da \u00e1rea cultivada e da produ\u00e7\u00e3o dos EUA em 2023. \u00c9 prov\u00e1vel que o Brasil continue expandindo sua \u00e1rea cultiv\u00e1vel e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e oleaginosas importantes, com o objetivo final de se tornar o maior exportador mundial de milho e soja. Embora as exporta\u00e7\u00f5es provavelmente sejam o principal motor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, a demanda e o consumo internos tamb\u00e9m ser\u00e3o fatores importantes.<\/p>\n<p>Atualmente, a AgbioInvestor espera que as \u00e1reas brasileiras de milho e soja aumentem a uma taxa m\u00e9dia de 2,5% e 2,2% por ano at\u00e9 2032. Durante esse tempo, o valor do setor brasileiro de sementes n\u00e3o ser\u00e1 apenas impulsionado pela maior \u00e1rea plantada, mas pela ado\u00e7\u00e3o de nova tecnologia de sementes que \u00e9 vendida a um pre\u00e7o mais alto. Por exemplo, a Coretva est\u00e1 visando posicionar seu tra\u00e7o Conkesta E3 em at\u00e9 35% da \u00e1rea brasileira de soja at\u00e9 o final da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, espera-se a expans\u00e3o da tecnologia de transg\u00eanicos para outros setores agr\u00edcolas nos pr\u00f3ximos anos. O trigo HB4, tolerante \u00e0 seca e ao glufosinato, desenvolvido pela Bioceres, teve seu cultivo aprovado pela Ag\u00eancia Nacional de Controle de Biosseguran\u00e7a do Brasil (CTNBio). Essa aprova\u00e7\u00e3o segue a decis\u00e3o do Brasil de autorizar a importa\u00e7\u00e3o de farinha de trigo derivada do HB4 para uso na alimenta\u00e7\u00e3o humana e animal em 2021. O Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds a autorizar o cultivo do trigo HB4, depois da Argentina, que cultivou 53.000 hectares em 2022. O plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar transg\u00eanica resistente a insetos j\u00e1 foi comercializado, ocupando 0,51 TP3T da \u00e1rea total de cana-de-a\u00e7\u00facar do pa\u00eds, e espera-se que sua utiliza\u00e7\u00e3o aumente no futuro. O eucalipto transg\u00eanico tamb\u00e9m teve seu cultivo aprovado, embora ainda n\u00e3o haja plantios comerciais.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo descrever\u00e1 o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e do mercado de sementes comercializadas na Am\u00e9rica Latina, com foco em\u2026<\/p>","protected":false},"author":1477,"featured_media":133756,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[26,926,21],"tags":[1997],"class_list":["post-133989","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-americas","category-plant-health","category-seeds-traits","tag-abg-direct-may-2023"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Seed Market and Crop Production Development in Latin America - AgriBusiness 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