FAO examina produção de alimentos até 2019

O panorama global de alimentos tem sofrido uma montanha-russa nos últimos anos. O mundo viu estoques recordes de grãos no início desta década, seguidos por tumultos por alimentos, seguidos por estocagem em massa mais uma vez. Uma série de secas de 100 anos assolou várias partes do mundo, incluindo a Argentina no ano passado e a Rússia neste ano.

Somando-se à turbulência está a pior economia global desde a década de 1930 e preços de commodities extremamente flutuantes, especialmente petróleo. Em geral, 2010 inaugurou um período de estabilidade razoável nos preços de commodities, e analistas esperam ganhos modestos na produção, preços de commodities e consumo na próxima década, de acordo com o mais novo relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, “Agricultural Outlook, 2010-2019”.

Espera-se que grande parte do crescimento da produção seja gerado pelos países em desenvolvimento. Os países menos desenvolvidos (PMDs) mostraram o maior crescimento percentual nas tendências de produção, consumo e importação. O Brasil é projetado para ser o produtor agrícola de crescimento mais rápido, com cerca de 40% de crescimento até 2019, em comparação com o período base de 2007-09. Rússia e Ucrânia 26% e 29%, respectivamente. Espera-se que a China aumente a produção em 26% durante o mesmo período, e a Índia pode expandir sua capacidade em 21%.

Em média, espera-se que os países BRIC expandam a produção de alimentos em cerca de 27%, enquanto os LDCs devem expandir a produção em 33%. A Austrália deve registrar fortes ganhos, e os EUA e o Canadá devem crescer de 10% a 15% até 2019 usando o mesmo período base de 2007-09. Comparativamente, os estados-membros da UE crescerão cerca de 4%.

Nota do editor: Veja a edição de setembro para mais informações sobre o Outlook da FAO, incluindo tendências de consumo e previsões de preços de commodities. Ou baixe o Versão de 88 páginas do relatório no Site da FAO

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