México: Atualização da safra

Têxteis de alta tecnologia

Após 14 anos do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), os exportadores têxteis mexicanos dizem que a proximidade geográfica do México com os EUA é a única vantagem que existe com aquele país, de acordo com um artigo no O Financiero. Portanto, um movimento começou a considerar formas alternativas de integração que levem em consideração a segurança regional. Para os empresários da indústria têxtil e de vestuário, o próximo passo será ampliar ainda mais os acordos de acumulação de origem e explorar áreas estratégicas, como a fabricação de roupas antivirais, antiespumantes e antiterrorismo. O Conselho Gerencial de Comércio Exterior do México acredita que eles deveriam se dedicar mais à integração da região norte-americana, considerando a segurança uma alta prioridade.

Disponibilidade de milho para afundar

O Instituto de Política Agrícola e Comercial (ITCA) apontou que a disponibilidade de milho no mercado internacional seria um dos principais problemas para o ano atual e o próximo, já que as exportações de milho dos EUA cairiam pelo menos 501 TP3T em comparação com 2006, segundo alguns relatórios. Para o México, a situação é grave, pois é o principal comprador de milho dos EUA.

O México importou nos últimos anos aproximadamente 6 milhões de toneladas de grãos e mais de 2 milhões de toneladas de milho quebrado.

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Abertura comercial afetará produtores de feijão seco e milho

A abertura comercial de feijão seco e milho branco e amarelo prevista pelo Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) para 2008 afetará mais de 4 milhões de pequenos produtores mexicanos, já que os custos de produção são mais altos do que nos EUA.

No México, a produção de uma tonelada de milho custa aproximadamente 4.000 pesos, e a comercialização também é feita por esse valor. Nos EUA, os produtores gastam 1.000 pesos para obter uma tonelada de milho, o que lhes permite comercializá-lo a 2.500 pesos.

O NAFTA — assinado pelo México, EUA e Canadá — permitirá que os agricultores americanos exportem feijão e milho para o México, "deixando os pequenos produtores mexicanos fora do mercado", segundo a Dra. Cristina Steffen-Ridmann, da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), em entrevista citada pela AMEPA. Ela revelou que 551% dos agricultores do país dependem diretamente da produção desses grãos, o que significaria um empobrecimento ainda maior no interior do México.

Os EUA dedicam anualmente aproximadamente 10% de seu Produto Interno Bruto (PIB) ao setor agrícola, enquanto o México utiliza apenas 3%, afirmou. Ela acrescentou que os agricultores americanos possuem vantagens comerciais devido ao baixo custo de produção de grãos, além de vantagens estruturais como clima, mecanização e propriedade da terra, que representam menores custos de insumos. Além disso, os produtores americanos têm créditos com taxas de juros 12% mais baixas que as dos mexicanos.