Regulamentos: América Central e do Sul

Para registro no Brasil, é importante entender os conceitos envolvidos no processo de registro, começando com definições para pesticidas, biopesticidas e fertilizantes, entre outras categorias importantes. Esse conhecimento ajudará as empresas a entender como posicionar seus produtos sob a regulamentação.

O sistema de registro no Brasil é muito complexo. As empresas precisam submeter três dossiês diferentes a três órgãos distintos (Ministério da Agricultura — responsável pelos processos de registro; Ministério da Saúde — ANVISA; e Ministério do Meio Ambiente — IBAMA). Os três órgãos precisam avaliar os dossiês, cada um com sua área de responsabilidade, e o registro final é emitido pelo Ministério da Agricultura. É necessário um profundo conhecimento do produto para atender a todos os requisitos e entregar um dossiê de registro de alta qualidade.

Após a aprovação do registro em nível federal, há mais uma etapa antes da comercialização. Os produtos precisam ser registrados em todos os estados de interesse.

Para chegar ao mercado brasileiro, os pesticidas precisam passar por todas as etapas desse processo. É um ambiente extremamente regulado e garante que qualquer produto colocado no mercado seja seguro para a população, aplicadores e meio ambiente.

Regulamentos para Biopesticidas

No Brasil, há discussões sobre novas regulamentações, como para produtos microbiológicos, produtos fitoquímicos e o Novo Projeto de Lei de Agrotóxicos. Essas discussões trarão maior transparência e precisão à legislação moderna. Elas impactarão diretamente os agricultores e sua capacidade de acessar novas tecnologias.

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O governo brasileiro também está trabalhando para agilizar o processo de regulamentação biológica. Uma revisão da legislação atual está acontecendo para ter um melhor entendimento de cada tipo de biopesticida e uma definição clara dos requisitos para o registro.

Hoje em dia, o Governo Brasileiro já prioriza a avaliação dos biopesticidas. O tempo para ter um registro para esse tipo de produto pode ser menor que um ano. O rigoroso processo de avaliação é o mesmo. Todos os mesmos estudos necessários são submetidos e avaliados, mas o governo aumentou seu conhecimento sobre biopesticidas nos últimos anos e tem mais experiência na avaliação desses tipos de produtos.

Nos últimos cinco anos, vimos um grande aumento nas aprovações de biopesticidas, mostrando a ênfase do governo nessa parte importante do mercado.

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MÉXICO
O país tem dois projetos de lei no Congresso que podem introduzir abordagens baseadas em riscos e fundamentar a remoção de pesticidas altamente perigosos (HHPs). Além disso, as agências estão considerando a implementação da avaliação de riscos.

COSTA RICA
Em dezembro de 2022, a Costa Rica emitiu um regulamento geral substituindo todos os regulamentos existentes. Ele entrou em vigor em janeiro de 2023 e pode impactar os procedimentos de renovação ao introduzir requisitos de ERA mais rigorosos. A partir de hoje, um terço de todos os registros existentes pode não passar no novo registro.

COLÔMBIA
A Colômbia está aplicando uma decisão judicial para abordar o fipronil e a saúde dos polinizadores. Embora um grupo de trabalho público-privado tenha sido criado, as autoridades decidiram drasticamente proibir todos os usos (mesmo veterinários) do produto em vez de trabalhar na mitigação de riscos. Uma decisão judicial semelhante inspirou o cancelamento do registro do clorpirifós e pode servir como precedente para mais por vir, por meio dos quais os neonicotinoides são alvos.

EQUADOR
O país introduziu uma nova regulamentação para o intervalo de reentrada.

CHILE
O sistema regulatório do país foi assumido pelo escritório do controlador e pode introduzir uma proposta para retirar registros de até 100 ingredientes ativos. A ação política é precedida pela remoção do registro do paraquate em 2022. Assim como no Peru, uma vez que um produto não pode ser vendido legalmente no país, ele abre as comportas para o comércio ilegal. O Brasil está enfrentando uma situação semelhante com o comércio ilegal quando eles eliminaram o paraquate.

AMÉRICA LATINA
A COP11 da Convenção de Roterdã abordará uma proposta para introduzir um Anexo VIII, reduzindo os requisitos e o quórum necessário para a inclusão de compostos no Anexo (de consenso para a ratificação da emenda por três quartos dos países). A região tem tido dificuldades em compreender que a Convenção de Roterdã é um princípio do consentimento prévio informado e tem interpretado erroneamente os compostos anexados como sendo aqueles a serem proibidos. Isso pode impactar não apenas os produtos acabados no mercado, mas também os precursores para a fabricação.