A seca devasta o trigo chinês.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informa que a escassez de alimentos pode ser consequência de uma seca prolongada no norte e oeste da China, que deixou centenas de reservatórios secos e dezenas de milhares de poços quase vazios.
Segundo um alerta da FAO, algumas áreas perderam até 601 toneladas de suas safras de inverno devido à insuficiência de chuvas e às altas temperaturas, e as áreas plantadas com culturas de primavera foram reduzidas substancialmente. As províncias mais afetadas são Yunnan, Gansu, Ningxia, Mongólia Interior e Hebei.
A seca em Ningxia começou em 2004, e alguns distritos não recebem chuvas significativas há mais de 600 dias. Na província de Hebei, o nível do lençol freático caiu sessenta centímetros. As áreas afetadas estão entre as regiões mais pobres da China, com renda per capita anual de famílias rurais em 2004 de US$ $227 em Yunnan, US$ $226 em Gansu e US$ $283 em Ningxia. Mais da metade das famílias rurais vive abaixo da linha da pobreza e tem acesso limitado a alimentos.