Brasil: Vendas de agroquímicos devem aumentar 10%

Essas expectativas são influenciadas por:

  • Um aumento no volume de vendas de insumos.
  • Um aumento nas áreas de cultivo de cana-de-açúcar e milho fora de época.
  • Bons preços internacionais para soja, milho e algodão.
  • Preços do café acima da média internacional.
  • Condições favoráveis na silvicultura.

A AIE também relata que a área de cana-de-açúcar deverá aumentar em 7,41 TP3T em 2007/08, para 6,6 milhões de hectares (Ha).

A melhoria dos preços internacionais dos alimentos e das culturas de fibras ajudou o setor de pesticidas a ter um bom começo, com o primeiro trimestre do ano registrando um aumento na demanda por herbicidas, particularmente para cana-de-açúcar e milho fora de época.

Uma reviravolta clássica

De acordo com a AIE (Agência Internacional de Energia), as vendas de agroquímicos no Brasil caíram 7,61 trilhões de dólares em 2006 em relação a 2005. A agência cita um estudo do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Agroquímico (Sindag), que registrou vendas de 3,92 bilhões de dólares, contra 4,24 bilhões de dólares em 2005.

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As vendas caíram em todos os segmentos, pois muitos agricultores tiveram safras não lucrativas, acumularam dívidas e não conseguiram comprar produtos. Fabricantes e exportadores disseram à FCI, na época, que receber os pagamentos pelos produtos enviados ao Brasil era difícil, senão impossível.

Nem todos os setores, porém, sofreram. As vendas de pesticidas para uso em cana-de-açúcar aumentaram 36,31 trilhões de dólares, e as vendas de agroquímicos para feijão subiram 19,61 trilhões de dólares e para frutas, 4,31 trilhões de dólares. Esses ganhos foram compensados por grandes quedas nas vendas de agroquímicos para uso em algodão, milho, tabaco, trigo e uvas. As vendas de produtos usados em soja, a cultura mais importante para o mercado de agroquímicos, caíram 19,41 trilhões de dólares.

No geral, os pesticidas para soja representaram 38,51 TP3T das vendas de 2006. Em seguida, vieram o algodão, com 12,61 TP3T, o milho, com 7,51 TP3T, o café, com 4,91 TP3T, e os cítricos, com 4,21 TP3T.