US Cotton Group: Brasil quebrou regras

O consultor da NCC, Bill Gillon, disse que autoridades brasileiras estavam em Genebra argumentando contra os subsídios dos EUA enquanto deprimiam os preços mundiais do algodão ao vender estoques de algodão mantidos pelo governo no mercado brasileiro para reduzir os preços domésticos do algodão, de acordo com relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

"As ações do próprio governo brasileiro em abril e maio de 2007, quando vendeu quase dois terços dos estoques de algodão que possuía para reduzir os preços, são claramente incompatíveis com os argumentos contemporâneos do Brasil de que os Estados Unidos estavam suprimindo os preços mundiais do algodão", disse Gillon. Ele acrescentou que "desde que os Estados Unidos eliminaram seu programa Etapa 2, as exportações de algodão dos EUA caíram significativamente, a área plantada dos EUA caiu 28% e a produção deve cair 20% ou mais em 2007", provando que o país fez o suficiente para garantir que não esteja distorcendo os preços.

"A medida desse tipo de processo não é se os EUA mudaram todos os seus programas, mas se as mudanças que fizeram foram suficientes para garantir que o programa não estivesse causando uma supressão significativa de preços nos mercados mundiais. Claramente, com a produção dos EUA em queda e o resto do mundo produzindo em ritmo recorde, o programa dos EUA não está causando prejuízo a ninguém", disse Gillon.

Gillon também descreveu os programas de algodão do Brasil, que, segundo ele, funcionam como um subsídio à exportação. "O programa PEPRO, operado pelo Brasil, essencialmente garante que os preços internos garantidos para o algodão no Brasil não prejudiquem indevidamente a competitividade do algodão brasileiro, seja no mercado interno ou internacional", disse ele.

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