A agricultura cubana ainda sofre

O especialista agrícola cubano Juan Varela afirma que seu país “tem capacidade e experiência suficientes para sair vencedor e não se deixar derrotar por problemas e justificativas”, relata O Miami Herald. No entanto, esses problemas levaram a agricultura cubana a um estado de crise este ano com
milhões de acres abandonados após três furacões destrutivos em 2008, que causaram danos estimados de US$ 1,0 trilhão a US$ 1,1 trilhão.

O governo de Raúl Castro emprestou 1,7 milhão de acres de terras estatais em pousio para 82.000 cubanos em um esforço para reduzir as importações, que atualmente representam pelo menos 60% do suprimento de alimentos do país.

Especialistas fora de Cuba culpam os problemas agrícolas do governo centralizado do país, que controla “o que pode ser plantado e quando,
fornece insumos como sementes e fertilizantes e define preços para as colheitas”, relata o Miami Herald, citando um especialista de longa data em agricultura cubana e professor emérito da Universidade da Flórida, José Alvarez, dizendo: “Eles sabem quais são os verdadeiros problemas.”

Como parte de sua solução, o governo cubano agora está encorajando e expandindo o uso de equipes de bois em vez de tratores. A mídia cubana promoveu equipes de bois como uma economia em custos de combustível, bem como um impulso à produção agrícola, já que os bois não compactam o solo tanto quanto os tratores. Alvarez diz que a única maneira de aumentar a produção de forma eficiente é deixar as forças de mercado conduzirem o setor, dizendo: "Eles sabem que isso funciona, mas não querem fazer isso. Então eles repetem as mesmas coisas de sempre — bois!"

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