O novo registro muda o cenário da agroquímica

Num esforço para remover produtos químicos mais antigos e menos amigos do ambiente Com foco em produtos modernos, três dos mercados mais desenvolvidos do mundo – UE, EUA e Japão – implementaram programas para registrar novamente pesticidas do passado com base em padrões científicos modernos. A Lei de Proteção da Qualidade dos Alimentos (FQPA) dos EUA, o projeto de registro do Japão e a EC 91-414 da UE afetaram diversos produtos disponíveis aos agricultores e limitaram suas opções em relação aos programas de proteção de cultivos.

O resultado final foi uma ênfase redobrada em produtos químicos mais suaves e maior segurança para a saúde e o meio ambiente, mas não foi uma transição fácil para muitos no setor. Um dos problemas do novo registro, particularmente sob a 91-414 da UE, era o custo associado à defesa de um produto. Fabricantes menores de produtos pós-patente que estavam em processo de novo registro, em alguns casos, não tinham capital financeiro para pagar para que o produto químico fosse testado novamente. Em muitos casos, a empresa que originalmente lançou o produto no mercado já tinha alternativas mais modernas ou simplesmente não acreditava que defender a molécula proporcionaria retorno suficiente sobre o investimento para justificar o custo. De acordo com alguns analistas, isso só serviu para limitar a capacidade do agricultor de escolher um produto mais antigo e mais barato que talvez não representasse riscos ambientais ou à saúde. De qualquer forma, o resultado causou mudanças não apenas para os agricultores, mas também para fabricantes, formuladores e comerciantes de produtos químicos básicos, que viram seus negócios químicos serem esvaziados de várias moléculas.