Atrazina: US EPA continua revisão
Já faz um ano desde o Agência de Proteção Ambiental (EPA) decidiu reavaliar a atrazina, o ativo de 50 anos usado para combater ervas daninhas em milho, sorgo granífero, cana-de-açúcar e outras culturas. A atrazina continua sendo um dos produtos mais eficazes, acessíveis e confiáveis na agricultura hoje.
Autoridades da EPA indicaram inicialmente que estavam dando credibilidade a estudos recentes que focavam na tendência do ativo de se acumular em águas subterrâneas, bem como alguns estudos de epidemiologia humana. Recentemente, a agência chegou à conclusão de que a qualidade desses estudos de epidemiologia humana é insuficiente para uso em uma avaliação quantitativa de risco da atrazina.
No entanto, a EPA está prosseguindo com sua reavaliação para determinar se a avaliação de risco da EPA para a atrazina deve ser revisada.
A agência revisou centenas de estudos, e apenas 19 atenderam aos critérios. Alguns dos estudos que está usando mostram associações entre atrazina e efeitos reprodutivos, incluindo menopausa tardia, aumento de diabetes gestacional e má qualidade do sêmen. Mas a agência não pode vincular atrazina diretamente aos resultados relatados, de acordo com o Sociedade Química Americana.
A EPA planeja dar continuidade à reunião de setembro com outra reunião do painel consultivo de pesticidas em 2011 para avaliar estudos sobre o potencial da atrazina de causar câncer. Isso deve concluir a reavaliação do herbicida pela agência e permitir que ela tome uma decisão sobre se restrições adicionais são necessárias.