Livre comércio: fato ou ficção?

Alberto Ibañez, consultor comercial em Buenos Aires e ex-subsecretário de comércio da Argentina, abriu sua apresentação instigante no Trade Summit estabelecendo que o livre comércio é um conceito ideológico que não é, e nunca foi, uma realidade. Acordos comerciais, ele observou, são estabelecidos em relação ao poder econômico, militar e político das partes envolvidas.

Ibañez procedeu à definição dos elementos do conflito através de sua ligação fundamental com “danos” ambientais, de saúde ou econômicos. Ele delineou os meios pelos quais os países são capazes de manipular o livre comércio, entre eles:

• Criação de blocos comerciais (blocos e acordos comerciais)
• Taxa de câmbio
• Normas técnicas e sanitárias
• Procedimentos aduaneiros
• Disponibilidade de moeda estrangeira para pagamento de importações
• Regras antidumping e anti-subsídios
• Reembolsos à exportação – Sistema tributário
• Retenções de impostos na importação

Levando essas táticas em consideração, Ibañez finalizou pedindo que as empresas adotem uma abordagem proativa para gerenciar riscos antes de vender produtos.

“As empresas devem analisar — país por país — o conceito e a importância do dano antes de realmente vender qualquer produto. Você deve deixar claro como esses países podem reivindicar danos e como você responderia a tais reivindicações.”
 

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