Análise genética identifica ferrugem da cana-de-açúcar
BELTSVILLE, Maryland, EUA — Cientistas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS) analisaram fungos de ferrugem de
mais de 160 amostras de cana-de-açúcar de 25 países. A análise forneceu um recurso valioso para melhoristas de plantas e patologistas que buscam resistência genética às mortais ferrugens laranja e marrom. Distinguir com precisão os isolados de ferrugem apenas pela aparência é difícil, pois sua forma e estrutura são muito semelhantes, de acordo com Lisa Castlebury, micologista do Laboratório de Micologia Sistemática e Microbiologia da ARS em Beltsville, Maryland, EUA. A maioria das amostras de cana-de-açúcar que ela recebe vêm das Américas, Ásia, Austrália e, em menor extensão, África.
Castlebury lidera uma equipe científica que analisa e compara geneticamente sequências de DNA de fungos da ferrugem da cana-de-açúcar. O estudo está agora em seu terceiro ano. As sequências genéticas foram adicionadas a Banco Gen, o Institutos Nacionais de SaúdeBanco de dados de sequências genéticas, para uso por fitopatologistas e melhoristas de plantas.
Essas doenças são uma grande preocupação para a indústria da cana-de-açúcar, então diagnosticar corretamente qual ferrugem está presente é fundamental, explica Castlebury. A ferrugem conhecida como "ferrugem laranja", por exemplo — diferente da "ferrugem marrom" padrão que é comum na produção de cana-de-açúcar dos EUA — foi encontrada na Flórida em 2007. Com a ferrugem laranja, um mínimo de três aplicações de fungicidas são necessárias para ainda atingir rendimentos aceitáveis, e essas aplicações custam aos produtores da Flórida cerca de US$ $40 milhões anualmente.