América Latina se tornará maior exportadora de carne bovina em 2018, diz FAO
SÃO PAULO, Brasil — Um estudo conduzido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)FAO) das Nações Unidas prevê que até 2018 a produção de carne bovina nos países latino-americanos deverá crescer até 75% em relação aos níveis de produção do ano 2000, relata Revista Brasil. De acordo com o estudo, “O Estado da Alimentação e da Agricultura 2009,” A América Latina — junto com o Caribe e a Ásia — teve o maior consumo per capita de produtos bovinos durante os últimos quarenta anos. A FAO relata a crescente demanda global por carne bovina e produtos bovinos resultante de maior renda per capita e crescimento populacional em países em desenvolvimento.
O estudo relata que a produção de carne bovina no Brasil está prevista para uma taxa de crescimento de 50% nos próximos 10 anos. O Brasil já é um dos maiores produtores de carne, incluindo aves e suínos, com 7% de produção global. No ano passado, a produção brasileira de carne totalizou 24 milhões de toneladas; 5,2 milhões de toneladas foram exportadas, gerando receitas de US$ $24 bilhões. O excedente exportável expandido virá do aumento da produção, de acordo com pecuaristas e exportadores, o que deve impulsionar o crescimento de matérias-primas animais. O Brasil já é um dos principais produtores de ração para gado.
Utilizando a relação entre as exportações brasileiras e o comércio mundial, a Ministério da Agricultura no Brasil estima que as vendas externas de carne bovina brasileira em 2018/19 devem representar 60,6% do comércio global; carne suína, 21% do comércio; e frango, 89,7%. O Ministério da Agricultura está se concentrando em intensificar delegações para reduzir barreiras em 20 potenciais mercados de importação este ano, começando em março com uma delegação viajando para a República Dominicana, El Salvador, Costa Rica, Panamá e Guatemala para negociações sobre carne suína, aves e laticínios.