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New Sun Validates Botanical Biocontrol in Brazil Coffee Trials - AgriBusiness Global
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Apresentado por Jornal de Chengdu

New Sun valida o biocontrole botânico em testes com café no Brasil.

Para os cafeicultores, as doenças bacterianas podem se tornar um problema muito maior quando temperaturas amenas, chuvas frequentes e ventos fortes coincidem. A mancha bacteriana do halo do cafeeiro, causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. garcae, é uma das doenças bacterianas mais importantes que afetam o cafeeiro no Brasil. Ela está especialmente associada a áreas de produção de alta altitude, clima frio e úmido, expostas a ventos persistentes, e pesquisas publicadas relatam perdas severas mesmo em condições altamente favoráveis. A doença pode danificar folhas, frutos jovens e ramos em crescimento, causando as características lesões escuras circundadas por halos amarelos, desfolha e morte dos ramos.

A doença é particularmente relevante porque ocorre nas principais regiões cafeeiras brasileiras, incluindo Minas Gerais, São Paulo e Paraná. O manejo nem sempre é simples: a resistência genética permanece limitada, enquanto a pressão da doença varia drasticamente de acordo com a localização, o clima e as condições da lavoura. Para os produtores e fornecedores de defensivos agrícolas, isso cria uma clara necessidade de ferramentas adicionais que possam complementar os programas existentes, em vez de simplesmente adicionar mais um produto químico convencional.

Por que os biopesticidas botânicos precisam de mais do que atividade natural?

Os biopesticidas botânicos estão sendo cada vez mais considerados como parte do manejo integrado de pragas (MIP), onde ferramentas biológicas e convencionais são usadas em conjunto para ampliar os modos de ação, apoiar o manejo da resistência e reduzir a dependência de uma única abordagem de controle. Mas o desafio comercial com produtos derivados de plantas não é a falta de plantas promissoras. É a consistência.

Os extratos naturais são quimicamente complexos e seu desempenho pode ser influenciado pela genética da planta, pelas condições de cultivo, pelo momento da colheita, pela qualidade da matéria-prima e pelo processamento. Uma planta pode apresentar forte atividade biológica em um extrato e desempenho muito mais fraco em outro. Para que a proteção botânica de cultivos conquiste um lugar permanente na agricultura moderna, essa complexidade natural precisa ser traduzida em produtos padronizados, reproduzíveis e escaláveis.

Este tem sido um foco de longo prazo para a New Sun. Aproveitando o acesso excepcionalmente amplo da China a recursos de plantas medicinais e funcionais, a empresa construiu uma extensa biblioteca de recursos botânicos para apoiar a descoberta e a triagem de novas soluções de proteção de cultivos derivadas de plantas. O objetivo da New Sun não é simplesmente identificar mais extratos, mas sim promover a padronização de biopesticidas botânicos e torná-los ferramentas práticas para o MIP moderno.

Para apoiar este trabalho, a New Sun desenvolveu a plataforma PLTAMCC, uma via tecnológica para identificar, enriquecer e controlar agrupamentos moleculares funcionais a partir de materiais vegetais. Em vez de reduzir um extrato botânico a uma única molécula isolada, a PLTAMCC foi concebida para reter os grupos moleculares responsáveis pela função biológica desejada, criando simultaneamente um percurso repetível desde a matéria-prima até à formulação. Isto também permite preservar funções biológicas complementares no extrato, incluindo efeitos que promovem a saúde ou o desempenho produtivo da planta.

Mais de 20 produtos biopesticidas já foram desenvolvidos por meio da plataforma e de programas de P&D botânica relacionados, e a New Sun planeja continuar expandindo o portfólio para diferentes culturas, pragas e doenças.

Extrato de Bulbo de Alho (Dati-Allin): Da Fonte Botânica à Solução Prática

Um dos produtos que surgiram dessa abordagem é o Extrato de Bulbo de Alho (Dati-Allin), desenvolvido para o controle de doenças bacterianas. O alho é reconhecido há muito tempo por sua atividade antimicrobiana, mas transformar essa atividade natural em um produto agrícola confiável requer muito mais do que simplesmente produzir um extrato.

Em Dati-Allin, a alicina é usada como um composto marcador para o extrato de bulbo de alho, enquanto o produto retém um espectro mais amplo de moléculas bioativas contendo enxofre. A pesquisa da New Sun indica que esses compostos podem agir por meio de múltiplos mecanismos antibacterianos, incluindo a inibição de enzimas bacterianas essenciais e a ruptura das membranas e paredes celulares bacterianas. A composição química derivada de plantas também oferece rápida degradação e baixo potencial de resíduos, características que a tornam particularmente relevante como uma ferramenta biológica para o manejo de doenças.

A questão importante, no entanto, não é se o alho consegue inibir bactérias em laboratório. É se um produto padronizado derivado do alho consegue ter o mesmo desempenho em condições reais de campo, onde a pressão da doença, a cultivar, a idade da cultura e o clima variam de um local para outro.

Testando o Dati-Allin no café brasileiro

Durante a safra de 2025–2026, o extrato de bulbo de alho (Dati-Allin) foi avaliado contra a mancha bacteriana do cafeeiro em quatro ensaios de campo independentes no Brasil. Os ensaios foram conduzidos em Lavras e Nepomuceno, Minas Gerais, Bandeirantes, Paraná, e Brotas, São Paulo. Abrangeram diferentes variedades de café e idades de árvores, sendo três ensaios conduzidos pela Pontual Pesquisa e um pela Campo Verde.

Quatro ensaios independentes de campo de café no Brasil: Lavras, Nepomuceno, Bandeirantes e Brotas.

Os quatro ensaios não produziram resultados idênticos — e é precisamente por isso que os dados são úteis. A pressão da doença e as condições ambientais variaram conforme a localização, mas um padrão se repetiu: a faixa de 1.000 a 1.500 mL/ha figurou consistentemente entre os tratamentos mais eficazes com Dati-Allin.

Lavras apresentou o resultado mais impressionante. Nas doses de 1.000 e 1.500 mL/ha, o controle da incidência da doença atingiu 91,1% e 91,7%, respectivamente. Em relação à severidade da doença, o controle atingiu 91,8% na dose de 1.000 mL/ha e 91,1% na dose de 1.500 mL/ha. Esses valores foram numericamente comparáveis ao tratamento de referência com casugamicina utilizado no ensaio.

A eficácia absoluta foi menor nas outras localidades, refletindo diferentes ambientes da doença, mas a mesma faixa de dosagem permaneceu a mais consistente. Em Nepomuceno, os tratamentos de 1.000 e 1.500 mL/ha proporcionaram controle da incidência de aproximadamente 61,61 TP3T e reduziram significativamente a severidade da doença. Em Bandeirantes e Brotas, as doses mais elevadas de Dati-Allin permaneceram entre os tratamentos de melhor desempenho.

Resultados representativos do controle de doenças em ensaios com café no Brasil.

Para um produto biológico, essa consistência entre locais é tão importante quanto o maior número de resultados em um único local. Uma solução botânica pronta para uso em campo precisa apresentar bom desempenho em diferentes variedades, estágios de cultivo e pressões de doenças — e não apenas sob um conjunto específico de condições favoráveis.

Controle de doenças sem perda de produtividade

A segunda mensagem da rede de ensaios foi igualmente importante: o controle da doença não comprometeu o desempenho da cultura. Não foi relatada fitotoxicidade em nenhuma das doses de Dati-Allin testadas. A produtividade foi mantida em todos os ensaios, e vários tratamentos com Dati-Allin apresentaram respostas numéricas positivas na produtividade. No ensaio no Paraná, o tratamento com 1.500 mL/ha registrou um aumento de 7,3% em relação ao controle não tratado.

Isso é importante porque os agrupamentos moleculares derivados de plantas podem conter mais do que compostos responsáveis pela supressão direta de patógenos. Eles também podem reter funções complementares que promovem a saúde, a recuperação ou o crescimento das plantas. Para a New Sun, esse potencial multifuncional é um dos motivos para trabalhar com agrupamentos moleculares padronizados, em vez de se concentrar apenas em uma única molécula isolada.

Resposta da produtividade do Extrato de Bulbo de Alho (Dati-Allin) em Bandeirantes, Paraná.

Construindo um conjunto de ferramentas mais abrangente para o Manejo Integrado de Pragas (MIP) em botânica.

A New Sun não vê a proteção biológica de cultivos como uma simples substituição. Os pesticidas químicos continuam sendo essenciais quando a pressão de pragas ou doenças é alta, enquanto as ferramentas biológicas podem desempenhar um papel importante na prevenção, no manejo da resistência e em estratégias de proteção de cultivos a longo prazo. A oportunidade reside em usar ambos de forma mais inteligente dentro do MIP (Manejo Integrado de Pragas).

Para que os biopesticidas botânicos contribuam de forma significativa, três capacidades precisam convergir: acesso à diversidade biológica, um processo de desenvolvimento padronizado e validação em campo. A biblioteca de recursos botânicos da New Sun fornece a base para descobertas. O PLTAMCC oferece um caminho para transformar a complexa química das plantas em formulações reproduzíveis. E programas em múltiplas localidades, como os ensaios com café no Brasil, fornecem as evidências necessárias para testar se essa promessa se confirma em condições agronômicas reais.

O extrato de bulbo de alho (Dati-Allin) é um exemplo desse processo — da matéria-prima vegetal à formulação botânica padronizada e da bioatividade em laboratório à validação em campo em múltiplas localidades. Com mais de 20 produtos biopesticidas já desenvolvidos e uma crescente linha de soluções derivadas de plantas, a New Sun planeja continuar expandindo seu portfólio botânico e promovendo a padronização da proteção de cultivos à base de plantas.

O objetivo a longo prazo é simples: tornar os biopesticidas botânicos suficientemente confiáveis para se tornarem uma parte prática e escalável do MIP moderno — e oferecer aos produtores mais maneiras de proteger as plantações, controlar a resistência e manter a produtividade.

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